No Brejo Grande do Itapemirim, onde a fé e o serviço encontram o caminho
No último sábado, 8 de novembro, o distrito de Brejo Grande do Norte, parecia respirar mais fundo. O vento que descia das colinas de Itapemirim (ES) e se encontra com a brisa vinda do mar, trazia um silêncio bom, daqueles que anunciam encontro marcado entre homens e mistério. Foi ali, na congregação pequena, que o 37ª Congresso da Federação de Homens do Presbitério de Itapemirim começou a acontecer antes mesmo de começar — porque certas coisas, meu caro, começam dentro da gente. O pastor Robson Carreiro, com o jeito firme de quem conhece bem os caminhos dos homens e os desvios da alma, abriu a palavra e anunciou o texto de sua mensagem. Já o presbítero Jeferson afinou os louvores como quem prepara o coração para a travessia. E ali, entre Bíblia, canto e expectativa, o tempo parecia andar devagar, igual ribeiro preguiçoso em tarde de verão.
Lá pelas tantas, senti que Guimarães (Rosa) tinha razão: viver é perigoso, mas congresso de homens presbiterianos tem dessas graças que desarmam qualquer perigo. Cada fala, cada oração, cada respiro compartilhado criava uma espécie de irmandade silenciosa, meio sabiniana, meio drummondiana — onde a poesia se esconde nas coisas simples. Era só olhar em volta: os rostos atentos, o chão de terra batida lá fora, a porta aberta deixando entrar luz e esperança, como se Deus tivesse mandado um recado direto: “sigam”. E eles seguiram e seguirão.
No final, quando a nova diretoria para 2026 foi eleita e empossada ali mesmo, senti que havia algo de festa e de responsabilidade misturadas no ar. Rodrigo Eleutério assumiu mais uma vez a presidência com o passo de quem sabe que o caminho se faz caminhando. Ao lado dele, os vice-presidentes Waldir da Silva Oliveira (regional A), Davi Sherrer (regional B) e Oséias Moté (regional C) pareciam formar aqueles três pilares que o auxiliaram mesmo no momento em que o barco navegar em vagas procelosas. Victor Raphael Borges tomou o ofício de Secretário Executivo, enquanto Geuckson Delfino e Márcio Brandão — primeiro e segundo secretários — ajeitavam o ofício das atas, protocolos e estatísticas. Por fim, Eliezer Kobi, o tesoureiro, guardava nos olhos o peso leve de quem cuidará do que é dos outros.
E assim terminou o congresso: sem fogos, sem pressa, sem alarde. Apenas homens que, entre fé e simplicidade, entenderam que servir é, no fundo, o maior dos poemas.
Diretoria eleita para 2026 (E-D)