Jubileu de Diamante da CNHP: Resgatando as origens de uma história de serviço e compromisso
Por ocasião das celebrações do Jubileu de Diamante da Confederação Nacional de Homens Presbiterianos (CNHP), que será comemorado em 2026, o historiador, comendador Paulo Roberto Daflon, revisita registros fundamentais da organização. Extraídos do livro Atas da CNHP (1966–1989), esses documentos oferecem um retrato vivo dos primeiros passos da Nacional, revelando o espírito de dedicação, visão e serviço que marcaram sua fundação.
O ponto de partida desse resgate histórico é o termo de abertura redigido pelo reverendo Boanerges Ribeiro, então presidente do Supremo Concílio da IPB. Reconhecido apoiador do trabalho masculino na Igreja, Boanerges (foto) lançou as bases que orientariam a nova Confederação, alinhando-a ao ideal de fortalecer a atuação dos homens presbiterianos em todo o país.
A Ata n.º 3, datada de 29 de outubro de 1966, registra uma tarde histórica na sala do Conselho da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo. Reunida às 15h, com a presença de toda a mesa diretora e do secretário-geral, além do visitante, presbítero Málio Asprimo, a CNHP celebrava seu culto de ações de graças pela organização oficial e pela posse de sua primeira diretoria. O documento expressava gratidão a IP Unida pela cessão do templo para o culto e destacava o apoio formal do presidente do Supremo Concílio ao trabalho masculino. A ata também menciona o envio de materiais e relatórios pelo presidente da Federação de Nova Iguaçu, Varela Siqueira, gesto que simbolizava a integração das federações nos primeiros movimentos da CNHP. Nesse mesmo encontro, foi nomeado o primeiro secretário de atividades da recém-criada Secretaria de Ação Social: Paulo Soares Cintra.
A Ata nº 4, de 7 de janeiro de 1967, revela a continuidade desse impulso inicial. Reunida às 18h no templo da Igreja Presbiteriana do Calvário, no Brooklin Paulista, a diretoria recebeu novamente a presença ilustre do reverendo Boanerges. Em sua fala, o presidente do Supremo Concílio apresentou os desafios vividos pela Igreja naquele momento e compartilhou seus planos para fortalecer o processo de evangelização em todo o país. Fez ainda um apelo direto aos homens presbiterianos para que se juntassem ao esforço missionário. A resposta veio de imediato: a CNHP formulou uma proclamação — a ser divulgada futuramente — reafirmando seu compromisso com essa missão. Também se decidiu pela publicação, no jornal Brasil Presbiteriano, de um pedido às federações para o envio das taxas per capita, necessárias à manutenção das atividades da Confederação.
À beira de completar 60 anos, a CNHP reencontra, nessas atas, os pilares que sustentaram sua caminhada: unidade, serviço, missão e fidelidade. O Jubileu de Diamante não celebra apenas o tempo transcorrido, mas a perseverança de gerações de homens presbiterianos que, desde 1966, se dedicam a servir a Deus e à Igreja com vigor, compromisso e fé.