Memória que fala: acervo da CNHP passa a integrar o Museu da IPB
O Museu da Igreja Presbiteriana do Brasil, instalado no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas (SP), passa a abrigar um conjunto precioso de documentos que ajudam a contar a história da Confederação Nacional de Homens Presbiterianos (CNHP). Um acervo que não apenas informa, mas emociona.
Relatórios, apostilas, jornais, programas de congressos e bienais formam um mosaico que retrata boa parte da caminhada do Trabalho Masculino da IPB, com registros que remontam aos primórdios da década de 1970 e avançam por várias décadas de organização, fé e serviço.
Entre os materiais estão livros de tesouraria de 1971, relatórios de presidentes e secretários executivos, coletâneas de resoluções do Supremo Concílio, além de documentos históricos como os anais do primeiro Congresso da CNHP, realizado em 1966 e o primeiro estatuto da sociedade Esforço Cristão, trabalho do qual a UPH se derivou.
O acervo também reúne livretos e programas de congressos nacionais, bienais regionais e encontros históricos, como o Encontro de Presidentes de Sinodais de 1979, além de jornais como UPH Notícias, O Homem Presbiteriano e O Varão, que ajudaram a formar opinião e identidade.
Chamam atenção ainda cartilhas temáticas de evangelização, ação social, esporte e recreação, projetos especiais e até iniciativas criativas, como a cartilha da UPH na Copa do Mundo de 2014 — sinais de um trabalho atento ao seu tempo.
A exposição tem como curador o atual secretário nacional do Trabalho Masculino da IPB, responsável não apenas por organizar e preservar o material, mas por dar sentido histórico e pedagógico ao acervo, conectando documentos, contextos e gerações.
O papel do curador vai além da catalogação: ele interpreta a memória, contextualiza decisões, destaca personagens e ajuda o visitante a compreender como o Trabalho Masculino foi sendo moldado ao longo dos anos.
Diplomas de reconhecimento, menções honrosas e registros pessoais de líderes e “homens padrão” também integram a coleção, lembrando que a história da CNHP é feita de documentos, mas sobretudo de pessoas.
A partir de agora, esse patrimônio poderá ser visitado por homens presbiterianos de hoje e do futuro, estudantes, pesquisadores e todos os que desejam entender como Deus conduziu a obra ao longo das décadas.
Mais do que um acervo, o que chega ao Museu da IPB é um testemunho vivo: páginas que falam, papéis que pregam e memórias que continuam inspirando a missão do Trabalho Masculino Presbiteriano no Brasil.