Ato cívico e culto especial marcaram abertura oficial do XVI Congresso Nacional de Homens
Nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, Natal, cujo noite chega mais cedo do que o restante do continente, parecia antecipar a própria vida — como se o tempo, por reverência, tivesse pressa. Havia no ar um silêncio eloquente, desses que antecedem não apenas eventos, mas significados. E foi nesse ambiente, já impregnado de expectativa e solenidade, que teve início a sessão cívica de abertura do XVI Congresso Nacional de Homens Presbiterianos.
Às 20h13, o delegado Marcelo Areias, do Rio de Janeiro, abriu a programação com uma canção de sua autoria, centrada no tema do quadriênio, seguida de oração, conduzindo os presentes a um espírito de recolhimento. Na sequência, ao som do Hino Nacional Brasileiro, reafirmou-se o compromisso com a pátria; acompanhou a entrada das bandeiras das Sinodais e Federações juntamente com o Pavilhão Nacional, as bandeiras do Rio Grande do Norte e de Natal, além das insígnias da IPB, CNHP e CSHP/RN. Encerrando esse momento, o coral da IP Central de Natal entoou o hino 303, “Pendão Real”, com participação de toda a assembleia.
O presidente da CNHP, presbítero Luiz Augusto Gonzaga, proferiu sua mensagem destacando a gratidão a Deus pelo período à frente da Confederação (2022–2026), reconhecendo a graça divina como sustentação de sua caminhada. Agradeceu à família, à diretoria — com menção ao secretário nacional, Paulo Roberto Daflon — e aos colaboradores, ressaltando o trabalho conjunto. Rememorou as viagens pelo país e o privilégio da comunhão com igrejas e lideranças, concluindo com o sentimento de missão cumprida, evocando “combati o bom combate”, e exortando os homens à firmeza na obra do Senhor, com base em 1 Coríntios 15:58.
Compuseram a mesa e fizeram uso da palavra diversas autoridades e líderes. O reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da IPB, esteve presente, assim como o reverendo Marcos Antônio Serjo da Costa, vice-presidente, que saudou os congressistas e expressou alegria por estar em Natal, destacando ser um privilégio participar do congresso e manifestando confiança nas bênçãos de Deus.
O reverendo Juarez Marcondes Filho, secretário executivo do SC/IPB, também dirigiu palavra aos presentes, recordando visita recente à cidade, mencionando com apreço sua história pessoal ali e reiterando a alegria de participar do encontro, desejando bênçãos sobre os homens e suas famílias.
A irmã Eloísa Helena Chagas Monteiro Alves, secretária nacional do Trabalho Feminino, saudou os presentes com base em Juízes 6:12, destacando os homens como “valentes”, chamados por Deus para Sua obra. Falou em nome das esposas e filhas, reafirmando o papel de apoio no ministério, e desejou bênçãos ao congresso.
O presbítero Alexandre Henrique Moraes de Almeida, secretário nacional da Mocidade Presbiteriana, expressou alegria ao ver a continuidade do trabalho entre gerações, destacando desafios enfrentados pelos jovens e a importância da unidade entre as sociedades internas, concluindo com votos de bons frutos para o congresso.
O reverendo Robinson Grangeiro, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destacou o trabalho de sua Sinodal, a da Paraíba, reafirmando o apoio institucional à UPH e trouxe encorajamento baseado no chamado à força e coragem em Deus, ressaltando que tal virtude se expressa em firmeza e temor ao Senhor.
O presbítero Clineu Francisco Aparecido, presidente do CAS/IPB, dirigiu palavras de apreço aos homens presbiterianos, enfatizando a importância da constância e fidelidade na obra do Senhor, encorajando-os à perseverança no ministério.
O reverendo Niclécio Fernandes de Oliveira, presidente do Sínodo do Rio Grande do Norte, saudou os participantes, destacando a alegria e honra de sediar o congresso, colocando o sínodo à disposição e ressaltando o espírito de serviço como expressão de devoção a Deus, acolhendo a todos com hospitalidade.
O diácono Iranildo de Oliveira Soares, presidente da Confederação Sinodal hospedeira, agradeceu o apoio da CNHP, ressaltou o tema do congresso como incentivo à coragem e desejou que todos aproveitassem o evento e a cidade.
Também houve palavra do vice-presidente Nordeste, Francisco Martins, em gratidão em memória ao líder João Pedro, reconhecendo sua contribuição para a realização deste XVI Congresso, além de agradecimentos às lideranças, à organização e às famílias, principalmente a sua pelo apoio constante.
Por fim, o secretário sinodal do Trabalho Masculino, reverendo Ítalo Reis, deu as boas-vindas, destacando a hospitalidade de Natal e incentivando os participantes a aproveitarem o congresso e a cidade, expressando gratidão pela confiança em sediar o evento.
Concluída a sessão cívica, teve início, às 21h09, o culto solene de abertura, conduzido pelos irmãos presbíteros, o segundo secretário, Regimar Macedo, e o vice-presidente Sul, Edson dos Anjos. O prelúdio, apresentado pelo coral da IP Central de Natal, preparou o ambiente. A chamada à adoração foi feita com base em Deuteronômio 31:6.
Seguiu-se o momento de louvor, incluindo o hino 71, “Perdão”, e oração conduzida pelo comendador José Roberto Albrecht, ex-presidente da CNHP. O momento de contrição foi realizado à luz de Romanos 8:13, com oração do reverendo José Romeu.
Na sequência, houve oração pelo mensageiro, dirigida pelo presidente Luiz Augusto Gonzaga. O coral apresentou o cântico “Asas da Alva”, conduzindo à mensagem.
A pregação foi proferida pelo reverendo Roberto Brasileiro, com base em Deuteronômio 31:5–8 e Josué 1:1–11, destacando a transição de liderança de Moisés para Josué, enfatizando que Deus levanta e conduz seus servos, chamando seu povo à coragem, obediência e fidelidade à Palavra. Ressaltou que Deus permanece presente em todas as fases e que a obra continua por meio daqueles que Ele levanta.
Ao final, o hino 326, “Homens Presbiterianos”, foi entoado com vigor, inclusive com a participação do Coral O encerramento seguiu a tradição presbiteriana, com o moto, oração final pelo reverendo Ítalo Reis Dantas, bênção apostólica pelo reverendo Niclécio Fernandes e o amém tríplice. O poslúdio do coral concluiu a solenidade.
E assim, entre vozes, hinos e orações, não apenas se abriu um congresso — inaugurou-se um tempo. Um daqueles que, como diria a boa crônica, não se medem em horas, mas em marcas que permanecem.
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