Culto Noturno: Quando a noite ganhou voz
Entre cânticos, exortação e a presença que permanece
Quando o relógio se aproximava das 20h, o ambiente já não era apenas um salão — era expectativa. O silêncio pedido não foi imposição; foi resposta natural de quem entende onde está pisando.
O hino 327, “Obreiros Cristãos”, veio forte, quase como marcha espiritual. Cada voz parecia carregar história, luta e esperança. A leitura de Deuteronômio trouxe peso ao chamado: homens sábios, experimentados — não por título, mas por vida.
Os cânticos seguintes não foram apresentação — foram entrega. “Ele é exaltado”, “Muitos virão Te louvar”, “Grande é o Senhor”. Não havia palco. Havia comunhão.
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Então veio a mensagem, com o reverendo José Romeu, trazendo Mateus 28.18-20. E ele não pregou sobre um Deus distante. Corrigiu, com firmeza: Deus não “estará” — Ele está. E isso muda tudo.
Entre histórias, risos e confrontos, falou de fé viva, de entusiasmo real e de unidade necessária. Criticou a frieza, chamou à ação, incomodou consciências. Era palavra que abraça e também aperta.
O encerramento veio sem pressa. O Amém ecoou como resposta coletiva, e o moto do congresso trouxe de volta aquela marca presbiteriana: entusiasmo com sobriedade.
Às 21h13, o culto terminou no papel. Mas, na prática, ficou. Porque quando Deus visita, o tempo passa — e a gente percebe que não foi só mais um dia.
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